Interação humano-robô no armazém potencializa entregas mais rápidas

Conteúdo publicado originalmente no site Abralog.

Foto: Banco de imagens.

As vendas no e-commerce brasileiro superaram as dos shopping centers em 2021. Uma pesquisa da Canuma Capital mostrou que o comércio eletrônico atingiu R$ 260 bilhões em vendas no ano passado, um avanço de R$ 160 bilhões em relação ao registrado em 2019, antes de começar o isolamento decorrente da pandemia.

Os shoppings, por outro lado, registraram faturamento de R$ 190 bilhões em 2019 e a previsão é de que tenham fechado 2021 em R$ 175 bilhões. A busca crescente dos brasileiros pelas compras online exigiu um olhar mais atento para a automação física e lógica dos armazéns, que ganhou ainda mais importância na estratégia de administração da cadeia de suprimentos.

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Armazéns: robotização e a automação de processos

De acordo com Marco Antonio Beczkowski, diretor de vendas e Customer Success para o Brasil na Manhattan Associates, líder mundial em soluções para cadeia de suprimentos, a robotização e a automação de processos oferecem aos armazéns capacidade extra de atendimento de pedidos.

“Eles também estão se tornando essenciais para deixar os fluxos mais rápidos, confiáveis e eficientes. A grande vantagem dos robôs é que as empresas podem aumentar a capacidade do armazém de forma flexível, sem se comprometer antecipadamente com sistemas de automação em grande escala com capacidade limitada”, explica.

Embora seja um investimento essencial, as pessoas continuam exercendo um papel crucial no armazém do futuro. “Existem operações que não podem ser realizadas por máquinas ou robôs tão bem quanto por seres humanos. Por exemplo, as pessoas fornecem flexibilidade ao manusear produtos grandes ou frágeis e têm a capacidade de aumentar a força de trabalho rapidamente em caso de picos”, pontua Marcos.

É importante que as empresas não olhem apenas para os aspectos práticos da tecnologia dessas implantações, mas também para as interações psicológicas entre trabalhadores humanos e seus colegas robôs. Para Marco, os robôs devem ser vistos como complementares aos papéis exercidos pelos seres humanos, não como substitutos. “Podemos dar como exemplo um robô de separação colaborativo que auxilia um selecionador em um ambiente de depósito quando um produto é muito pesado ou simplesmente para reduzir o deslocamento do selecionador. Ao automatizar a movimentação do estoque e manter o selecionador focado na seleção real, os aumentos de produtividade podem ser muito grandes, demonstrando o valor da colaboração”.

Esta é uma curadoria de conteúdo da RX Brasil sobre tecnologia para armazéns. Para continuar lendo, acesse Abralog.

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